xororó du goias canta paixão de homem

Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vamu conhece o Santo dos Cozinheiros???


Aqui nessa minha colonha vô prozea mais o ceis muitas coisas
que pode ser muito util pra quem gosta de um bao prozeio cul-
tural, bao nadinha mió que começa pela cozinha da casa donde
o pessoar mais gosta de se achegá,poi bem, vamo prozea de
culinária caipira, culinária a moda de roça de onde a gente inté
cunsegue receitas dos tempos mais remotos, como por exemplo
tenho inté umas receitinhas que consegui da época imperial do
Brasil, mais isto tudo eu tive informação na amiga Net ( que por
sinal estou maravilhada com este mundo virtuá de minha amiga
Net... fantastico...)
Em meu modo de ve as coisas eu acho a cozinha o lugar mais
abençoado da casa pois é nela que a gente cunsegue de transformar
os alimentos que vem da roça, da horta, da lavora de grão, do currar
do mangueirão e assim por diante...oia e foi nessas minhas andanças
que descobri que por a cozinha se tão abençoada...então...os
cozinheiros(as) tem um padroeiro (fiquei maravilhada ao saber disto).

Vamos cunhece a historia desse padroeiro...

O nome dele é São Lourenço...que pertenceu a ordem
dos Franciscanos ele é padroeiro incrusive dos bombeiros, bibliotecarios
e por ai a fora....churrasqueiro....e se o cê se queima na lida do fogão
é só pedi a São Lourenço pra cura...
Ele teve uma morte dolorosa ele morreu queimado, mas...
nada a vê com a Santa Inquisição o causo foi outro...
São Lourenço tinha um cargo de confiança o mais elevado e era
o primeiro diacomo do papa Sixto ll. Misteriosamente o papa e mais
quatro diacomo foram assassinados, dai que começa a tortura de
São Lourenço. Depois de 3 dias após a morte do papa o prefeito
de Roma ( cidade Italiana) pede a ele que faça uma prestação
de conta da igreja pois sabia que a igreja tinha muita riqueza, então
ele queria prestação de conta.
E que São Lourenço fez ???????
Pediu um dia para preparar tudo e no outro dia distribuiu toda riqueza da igreja ao pobres ...
nussaaaa aí o imperado ficou locô...de odio...
O prefeito que se chamava Cornélius Saecularis imperador valeriano
disse o seguinte:-
"...Pagaras a fraude com a morte...
Morreras a fogo sobre uma grelha..."
Nossa que coisa mais dolorosa... e assim se cumpriu a ordem do imperado
e por isto a imagem de São Lourenço é acompanhada de uma grelha ao seu
lado ou orando sobre uma grelha...
Na Italia depois de São Pedro e São João o santo mais devotado é São Lourenço
e seu dia de comemoração é 10 de Agosto.
Bao essa é nossa primeira parte de prozeio depois virei com mais novidades
e espero que o ceis gostem...pois tudo se resume no conhecimento
meu jeito de escreve é muito simpres mas acho que da pra entende o prozeio
E fiquemos com as bênçãos de São Lourenço !

fonte http://ladycaipira.blogspot.com/

sábado, 30 de maio de 2009

Algumas diferenças entre a fala caipira e a norma culta

norma culta dialeto caipira
nós (1ª pess. plural) nóis
alfinete arfinêti(e)
falso fársu
melhor mió(r)
os calmantes us carmânti
alvorecer arvorecê
você ocê
nós fomos nói fumo
nós voltamos nói vortému
Corinthians (clube) Curíntia
Palmeiras (clube) Parmêra
cigarro de palha cigarru di páia, picadão
fósforo fósfiro, fosfro, forfro...
mulher muié
homem ómi
computador computadô
bom bão
filho fiu
olho zóiu
telha têia
compadre cumpadi
eles ês
de você d ocê
claro craru

sexta-feira, 6 de março de 2009

histora das moda sertanja caipira tambem e curtura

A música Sertaneja surgiu ainda na década de 10.

O pioneiro desse movimento foi o jornalista e escritor Cornélio Pires que costumava trazer para os grandes centros os costumes dos caipiras. Desde encenações teatrais à cantores de estilos como o Catira, etc...

Em 1912, Cornélio lançou um livro chamado Musa Caipira, que trazia versos típicos.

No início da década de 20 uma instituição liderada por Mario de Andrade promoveu uma semana para divulgação da arte brasileira, onde pela primeira vez foi montado um grupo intitulado de sertanejo, com instrumentos simples como a viola caipira, misturando alguns ritmos como o Catira, Moda de Viola, Lundu, Cururu, etc...Valorizando ainda mais o trabalho de Cornélio Pires.


O primeiro registro de um grupo de música Sertaneja foi datado de 1924 (A Turma Caipira de Cornélio Pires), formada por violeiros como Caçula e Sorocabinha, e alguns outros tão importantes da época.

Agora o primeiro registro fonográfico do estilo, deu-se em 1929 quando Cornélio Pires desacreditado pela gravadora Columbia resolveu bancar do seu próprio bolso a gravação e edição do primeiro álbum, que em poucos dias de lançamento esgotou-se nas lojas.
Começava daí o interesse pelo estilo por parte das gravadoras.
Assim como na música Country americana, uma gravadora que se interessou pela geração desse trabalho foi a RCA-Victor que convidou o violeiro Mandy para montar um outro grupo intitulado Turma Caipira da Victor, nascendo uma concorrência sadia entre os dois grupos e as duas gravadoras.

Já com inúmeros adeptos e crescendo a cada ano mais e mais, no final da década de 20 começou a surgir as primeiras duplas como Mariano e Caçula, Zico e Ferrinho, Sorocabinha e Mandy, na maioria violeiros das turmas do Cornélio e da Victor.

Na década de 30 surge, sem dúvida, uma das mais importantes duplas sertanejas de todos os tempos (Alvarenga e Ranchinho) que além de tudo eram muito alegres e engraçados. Uma curiosidade sobre a dupla é que de tanta "descontração" foram presos pelo governo de Getúlio Vargas.

E muitas outras duplas formaram-se, algumas trazendo a tristeza do sertanejo no peito, outras mostrando o lado alegre do caipira, etc...

No ano de 1939 a dupla Raul Torres e Serrinha inovaram introduzindo à música sertaneja o Violão.

Mais para frente Raul Torres e Serrinha inovaram novamente criando o primeiro programa de rádio dedicado a música sertaneja, transmitido pela Record com a participação de José Rielli, o programa chamava-se Três Batutas do Sertão.

Surgiram vários nomes importantes da música sertaneja, e o movimento que até então era apenas do eixo São Paulo-Minas Gerais, passou a se expandir por todo o país, nascendo influências regionais como as do Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco estado de Raul Torres, Mato Grosso, etc...

Hoje em dia para qualquer lado que se olhe existe um representante da música sertaneja, que deixou de ser um tributo aos sentimentos do homem do campo para se tornar sinônimo de cifras e grande espetáculos, onde a última coisa que se ouve é o dedilhar de uma viola tocada pelas mãos calejadas da enxada e o puro sentimento ingênuo dos homens e mulheres dessas regiões.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A DANÇA DU SÃO GONÇALO BÃO DI MAIS


É este o primeiro velso
qu´eu canto pra São Gonçalo..."
- Senta aí mesmo no chão, Benedito!
"É este o primeiro velso
qu´eu canto pra São Gonçalo..."
E o coro começa grosso, grosso. Rola, subindo. Desce, fino, fino. Mistura-se. Prolonga-se Ôôôô! Aaaa! Ôaaôh! Ôaiiiiiiih! Um guincho.
O violeiro de olhos apertados saúda o companheiro. E marcha, seguido pela fila. Dá uma volta. Reverências para cá. Reverências para lá. Tudo sério. Volta para o seu lugar.
- Entra, seu Casimiro!
O japonês Kashamira entra com a mulher e o filhinho brasileiro de roupa de brim. Inclina a cabeça diante de São Gonçalo. Acocora-se. O acompanhamento das violas, feito de três compassos, não cansa. Os assistentes enchem os cantos sombreados. No centro da sala de vinte metros quadrados, a lâmpada de azeite se agita.
"Minha boca está cantando,
meu coração lhe adorando!"
Cabeças mulatas espiam pelas janelas. A porta é um monte de gente. A dona da casa, desdentada, recebe convidados.
- Não vê que meu defunto, seu Vieira, tá enterrado já faiz dois ano...Fazia mesmo dois ano agora no Natar...
(Pan-pan-pan!Pan-pan!Pan!)
- Eu antão quis fazê esta oração pra São Gonçalo deixá ele entrá...
"Vou mandá fazê um barquinho
da raiz do alecrim..."
O menino de oito anos aumenta a fila da direita. A folhinha da parede é do Empório Itália-Brasil. Garibaldi tem uma bandeirinha no peito e ergue bem alto a espada.
"Pra embarcá meu São Gonçalo
do promá pra seu jardim."
Desafinação sublime do coro. Os rezadores movimentam-se. Trocam de posição. Enfrentam-se. Dois a dois avançam, cumprimentam à esquerda, cumprimentam à direita, tocam-se ombro contra ombro, voltam para seu lugar. O negro de ala é o melhor dançarino da quadrilha religiosa.
"São Gonçalo é um bom santo
por livrá seu pai da forca."
A noite cerca de escuridão a casinha de barro. Cigarros acesos são riscos de fogo nas mãos inquietas.
A dona da casa é viúva de um português. E amiga de um negro.
- Não vê que o Crispim também pegô a doença danada... Num havia jeito de sará... O coitado quis até se enforcá num pé de bananêra!
"Artá de São Gonçalo,
artá de nossa oração!"
- Nóis antão, fizemo uma premessa. Que se Crispim sarasse, nóis fazia esta festa.
"Foi promessa que sarando será seu precuradô!"
A cabocla trata de salvar a alma do morto e o corpo do vivo. A filha bonitinha sorri, enleada. As violas têm um som, um som só. Chega gente.
"São Gonçalo tava longe,
de longe já tá bem perto..."
Um a um, curvam-se diante do altar. Gingam. O violeiro de olhos apertados está de sobretudo. Negros de pé no chão.
- Nóis tamo mesmo emprestado neste mundo...
Cantando, andam pela salinha quente.
"Abençoado seja a mão
que enfeitô este oratório!"
O preto de pala dá um tropicão engraçado. E a mulher de azul celeste ri, amamentando o filho. Mas os violeiros esganiçam:
"da dança de São Gonçalo ninguém deve caçoá. (Ôôôô! Aaaaah! Iiiiiiih!) São Gonçalo é vingativo, ele pode castigá!"
Silêncio na assitência descalça. As bandeirinhas desenham um X de papel sobre as cabeças dos dançarinos. Atrás da casa, tem cachaça do Corisco.
- Depois, é a veis das moça. Quem quisé pode pegá o São Gonçalo e dançá com ele encostado no lugar doente.
"Onde chega os pecadô,
ajoelhai, pedi perdão!"
O estouro dos foguetes ronca no vale estreito. São fagulhas os vagalumes. De uma fogueira que não se vê. Lá dentro, o mesmo ritmo. Faz já uma hora monótona.
"São Gonçalo está sentado
com uma fita na cintura."
O caboclo louro usa da faca e esgravata o dedo do pé.
- São seis reza de hora e meia, mais ou meno... Pro santo ficá sastifeito.
"Lá no céu será enfeitado
p´la mão de Nossa Senhora!
(Pan-pan-pan-pan! Pan-pan!
Plá-plá-plá-plá! Plá!
Plá-plá-plá-plá!)
Oratório tão bonito
cuma luz a alumiá!"
Do alto do montão de lenha, a gente vê, no fundo. São Paulo estirado. Todo aceso. Do outro lado, a Serra da Cantareira não deixa a vista passar. Nosso céu tem mais estrelas.
"São Gonçalo foi em Roma
visitá Nosso Sinhô!"
- Só acaba amanhã, sim sinhô! Vai até o meio-dia, sim sinhô! E acaba tudo ajoeiado.
Ôôôô! Aaaaah! Ôaôôaaaôh! Ôôôiiiiih! Parece um órgão, no princípio. Cantochão. No fim, é um carro-de-boi.
"Senhora de Deus convelso
Padre, Filho, Esprito Santo!"
Quem guincha é o caipira de bigodes exagerados.

Nelson José Lombardi é membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

cê que dança ua boa Quadria? intão ispia pro ce ve a ordi dus passo


Camin da festa.
us cavalero cumprimenta as dama.
As dama cumprimenta us cavaleiro.
Cavaleiro nu mei.
Balancei
Faiz que vai mais nun vai.
Oia u duplo.
Cavalero du lado direito das dama.
Forma a grandi roda.
As dama pra dentro cavaleiro pra fora.
Forma a grandi istrela.
Camin da festa.
Forma um grandi círculo.
As dama cum as mão pra tráiz.
Passa as dama pra tráiz.
Camin da festa.
Oia o túner.
Forma grandi roda.
Cavalero pra dentro dama pra fora.
Forma grandi istrela.
Camin da festa.
As dama passa os cavaleiro pra frente.
Oia a chuva.
Já paro.
A ponte quebro.
É mintira.
Oia a cobra.
Já mato.
Direita cum direita.
Damas ao passei.
Cavaleiros ao passei.
Passei geral.
Vai cumeça u grandi baile.
Cumeço o miudin.
Entra us padrin.
O padriho cum a noiva.
Baile Gerar.
Camin da roça.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

c sabe cume qui u caipira fereçe um cafizim


Cê ké kafé?
_ Ké.
_ Pó pô pó?
_ Pó Pô!
_ Pó pô pão?
_ Pó pô pokin só.
_ Kfom kotô.
_ Opcv!
_ Nó!
_ Pdi pa pô um pokim só trem!!

Confira o arquivo descompactado:

_ Você quer café?
_ Quero.
_ Pode por pó?
_ Pode por.
_ Pode por pão?
_ Pode por um pouquinho só.
_ Que fome que eu estou!
_ Olha para você ver!
_ Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro.
_ Pedi para por um pouquinho só mulher!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ses sabe cume qui inscreve caipira in ingres


Dependeno da rigião. Pode se backwoodsman; hillbilly; redneck; cracker. São argumas opçâo, mis toma cuidado na hora di usá-las. E tome ainda mais cuidado, principarmente, onde as usa. Pode arranja um prrrrroblemão.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

quen ja acordo cun zoin ardeno i o narizim pretim da fumacinha da lanparina bâo dimais




C QUE FAZE UMA LAMPARININHA PRO C
Lista de material:

Rolha
Estilete
prego
Barbante (10 cm)
Recipiente (200 ml, lata ou vidro)
óleo de cozinha

Montagem

Corte uma fatia da rolha com 1 cm de espessura (use o estilete), faça um pequeno furo no centro (use o prego), umedeça o barbante no óleo e passe pelo furo (deixe 1cm para fora), coloque o óleo no recipiente, mergulhe o barbante no óleo e deixe a rolha flutuando nele.

Agora basta acender o barbante, esta pronta sua lamparina caseira.

eeeeeeee saudade da cumidinha feita num fugãozim caipira




O nome primitivo dado ao fogão a lenha que era utilizado pelos índios Timbiras e Tupi-Guaranis, era Tucuruba, o fogo era feito no chão e protegido por pedras. Sobre elas se assentavam as vasilhas de barro. Ao longo da história o fogão foi sendo modificado e passou a ocupar espaço nas cozinhas das casa dos bandeirantes. Na escravatura, eram feitos de tamanhos enormes, e neles se cozinhavam tachos e tachos de comida para abastecer as senzalas. Menores, serviam para assados , pudins e compotas das casas das sinhás . Construído em alvenaria, funciona com uma chapa de ferro assentada numa cavidade onde é colocada a lenha.

coisa linda quen nun cunheceu nun sabe u qui e trem bunito sôooooo

Monjolo localizado no Museu Castelinho Caracol (Canela-RS). Foto: 16.09.2007O Monjolo e o PilãoO habitante do meio rural procura morar nas proximidades do rio, riacho, lugar onde haja água. Se ele é plantador de milho terá uma das mais prestativas máquinas: o monjolo. Dizem que o monjolo veio da China. Mas ele foi introduzido no Brasil pelos portugueses. Braz Cubas introduziu o monjolo em Santos – São Paulo. O monjolo trabalha no Brasil desde a época colonial. É uma máquina rudimentar, movida a água, constando de duas peças distintas: o pilão e haste. O pilão é escavado na madeira, com fogo. Depois é aparelhado com formão. A madeira usada é a peroba, a canela preta ou o limoeiro. No pilão coloca-se o milho, arroz, café ou amendoim, para socar. A haste do pilão também é feita de uma madeira dura: maçaranduba, limoeiro, guatambu, canela preta ou peroba. A haste compõe-se de duas peças: a haste propriamente dita, onde está escavado o cocho, a mão do pilão e a forqueta, onde se apóia a haste, é chamada de “virgem”. A água movimenta o pilão. A água, que chega através de uma calha, cai no cocho e quando este fica cheio abaixa com o peso da água elevando a haste. Assim que a água escorre a haste desce pesadamente, socando o que esteja no pilão. Chamam de “inferno” o poço que fica sob o “rabo” do monjolo... é um inferno de água fira. Vários são os tipos de monjolos: de martelo, de roda, de pé, de rabo, de pilão de água. O monjolo é o “trabalhador sem jornal”... como diziam antigamente, sem nenhum ganho. Os caipiras diziam: “trabalhar de graça, só monjolo”. Fonte:http://www.terrabrasileira.net/folclore/