xororó du goias canta paixão de homem

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vem ca Zuza, min ajude omenagiá um jegue!


Vem ca Zuza fingido
Tu nun é meu ídolo não!
Quem da droga é atingido
Nun pode cê ídolo então!

Neci Brazí tem cada coiza dotô
Qui pudeno eu disfaço
Cuma podi menagiá um matadô
O Lampião rei do cangaço?

Um jegue lá do sertão
Esse sim merece omenagi,
Ele é o símbolo meu irimão
Lá ta ele in todas viagi.

No lombo carrega minino
Bem longi água vai buscá
Sem ele o nordestino
Cuma as lenha ia carregá?

Sim, pruque omenagi nun rendê
A esse valente pequeno animá?
Quem mexeu cás droga pode merecê
Um título de ídolo assim tão especiá?

Betin sim, esse mexeu ca fome
Esse merece cê menagiado
Esse se pode vê qui foi um ômi
Qui percupô cás barriga dos coitiado.





Airam Ribeiro

domingo, 19 de abril de 2009

trovinhas


Edison Carneiro



Quand’eu vim de lá de cima
eu vim foi de pé no chão,
minh’alpercata de couro,
chapéu de couro na mão


Caboco, que zoada é esta?
As água já vêm correndo
Meu boi tá esparramado
Você que anda fazendo?

Lá em cima passa boi,
também passa boiada
Assim passa meus caboco
ao rompê da madrugada

Pensa que cavalo é boi?
Cavalo não é boi não
Boi entra no açougue,
cavalo não entra não


Cadê minha corda
de laçá meu boi?
Meu bom fugiu,
eu não sei pra onde foi

Abri-te, cancela,
que eu quero passá
Quero vê meu gado,
aonde ele está

A onça pega no sarto,
a cobra pega no bote,
e o vaquero, pra sê bom,
tira a novia do lote


Se meu boi fugi,
eu conheço e vô pegá
Levo meus apareio
e minha corda de laçá

fonte[http://www.jangadabrasil.com.br/outubro50/fe50100a.htm]

sábado, 14 de março de 2009

trova

Desde que você partiu
Eu rezo pra ocê vortá
Inté fiz calo na testa
De faze “pelo-siná”.

[Marilita Pozzoli]

segunda-feira, 9 de março de 2009

os trem bunito noooooooosinhora

Amanhecê no sertão

É um presenti di Deus,

Mi curvu im adoração

Gradicenu us dia meus.


(Da série de trovas caipiras nº II)


Hull de La Fuente


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A genti si cumunica
cum u Rei da Criação
só de oiá a terra rica:
belezura de sertão!

Ellen Veloso Soares

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Falô ni sertão é cumigo
Diço eu gosto de falá
Das coiza de Deus eu digo
Pra todo mundo iscuitá.

No sertão tem arvorada
E é bunito o amanhecê
O cantá da paçarada
Deus fêiz só pra gente vê.

Airam Ribeiro

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"Quându o sór já vêim chegânu,
Fazênu a passaráda acordá
Meu amô vai mi abraçânu
I num dêxa di mi bejá...."

WRAMOSS

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Eu naçí foi num sertão
Pelas mão duma partêra
C'uns paçarím só cantãno
E cum o baruio da cachuêra.

Minha mãe mi levô um dia
P'uma muié benzedêra
Eu táva xorâno bem árto
Num gostáva da istêra.

A muié olhô e deu um grito
Falô: Íço paréce um cabrito
Vái berrá a vida intêra!

Pedrinho Goltara

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domingo, 8 de março de 2009

muie veia namora

É divera, companheiro,
agora vou te falá
o que é macumba – fumba
-é mafundará.
O que é que significa
mulhé velha namorá.

Mulhé velha se namora.
com atenção de se casá
bota fumo no cachimbo
solta fumaça pru ar.

Sou menino pequitito,
não morro sem batizá.
É peta, colega é peta,
é peta ocê pelejá.

É divera, companheiro,
eu também quero falá.
Já vi um bago de mio,
dá três quarta de fubá.
Também já vi um carneiro
depois de morto berrá.

É divera companheiro,
bonito vou lhe falá
Quero que você me conta,
quem ensinou Deus a rezá.

Quem ensinou Deus a rezá
foi livro de rezaria.
Começou no Padre-Nosso,
terminou na Ave-Maria.

sábado, 7 de março de 2009

SODADI MATADERA

Quano iscuito o seu cantá
Ficu cumu o Bem-ti-vi,
Que abri u bicu a triná,
Clamandu pra Juriti.

A sodadi matadera
qui mora dentru du peitu,
Cumu água da cachuera,
qui sufoca, num teim jeitu.

Quano ocê sinti sodadi,
qui apertá seu coração,
lembra di nossa amizadi
bunita qui nem canção.

Pertinho nóis já moremo,
Tapera fundu cum fundu,
Cum otra, ocê viveno,
Ieu num sofrê profundu...

Hoji nóis tá na cidadi,
Ninhum dus dois foi filiz,
Mais ficô a tar sodadi
Das coisa qui ieu num fiz...


(Hull de La Fuente)

FALAR DI SODADI

Eu nunca sinti sodadi
Vivu in totar solidão,
Só ricibi amizadi,
Será qui ixisti a paxão?

Amigu, quein assim pensa,
Num sofreu o mal di amô
A sodadi é tão intensa
Qui quasi mata di dô.





Hull de La Fuente