xororó du goias canta paixão de homem

sábado, 28 de fevereiro de 2009

PEEEEEEEEENSA NUMA MODA BOA JESUIS

DECLARAÇÃO DI AMO DU MATUTO

[AGNALDO ALVES PEREIRA] IEU MESNO



Caboclinha ci oçê subesse
como é tristi o meu pená,
vê oçê passa todo dia
i nen pode mi incosta.


Caboclinha ci ocê subesse
como e lindo seu oiá,
nem oiava pras istrela
pras bichinha num invejá.

Caboclinha si oçê subesse
a vontade qui mi dá
de passa a mão nu seu cabelo
qui parece as onda du mar.


Caboclinha ci oçê subesse
como e lindo seu requebra,
num ia na bahia
pras baina num copiá.


Caboclinha meu desejo
é nu seu corpo marejar,
como mareja um barquinho
balançando pra lá, pra cá.

Caboclinha si oçê dexasse
eu ao menos buliná,
nesse seu rostinho
um beijino eu ia dá.

Coboclinha vem cumigo
vamo junto pro cartóro,
cê vai cê minha santinha
ieu vô cê seu oratório.

SEGREDO E SEGREDO UAI SÔOOOOOOOOOOO

[AGNALDO ALVES PEREIRA] IEU MESMO


Certa veiz arresorvi dá uma passiada nu Amazonas, já qui era u sonho da minha vida. Fui, cheguei lá im Manaus luguei um barco i fui passia pelos rio da rigião, fiquei maraviado cum tanta beleza, nóoooosinhora... já chegano di tardinha deu uma pani nu barquim, incostei na marge du rio quando di repente pareceu um sujeito careca cuma vistimenta isquisita falano instranho, i mi prigunto si precisava di ajuda, inspriquei a situação prele, i ele mi atendeu prontamenti mi levano pra uma inspécie di vila, mata a dentro, ondi mi insprico qui eles fazinhan parte duma ceita, me deu comida, água, fui tratato qui nen um rei, como já era noite mi convidaro a pernoitar, inspricando qui notro dia cedo concertariam meu barco, mi levaru pum quartim muito simpris, porém muito limpo e cofortável, no otro dia bem cedo, acordei antes di sai u soli, com uma música linda, só não dava pra sabe di onde vinha aquela bela canção, perguntei pru lider da ceita a respeito, nu que iele mi respondeu:
-Sinto muito mas voçê não podi saber di ondi vem a música, é nosso segredo! Pra saber voçê tem qui fazer parte da nossa comunidade.
Foi uma decepição mais respeitei a dicisão deles. Lá pru mei dia eles cabaro di ruma u barco i ieu parti cum a promeça di regresar em breve.
Vortei pra casa, mais nunca insquici aquela linda canção, i aquele povo tão iducado.Passado uns 5 anos vortei lá, só qui desta vez fiquei lá por um mês, i todo dia a mesma canção, tentei discobri di ondi vinha, num tinha jeito, era um mistério grande dimais, toda vez qui ieu indagava sobre u assunto a resposta era a mesma, só cê voçe fazer parti da comunidade.
Mais uma vez regressei pra minha cidade mas aquela canção não saia da minha cabeça, cansado di trabalhar, viúvo, i com uns fiu tudo incamiado, vendi tudo i regressei aquela comunidade pra fica, i faze parti da ceita. Chegano lá mi inspricaro qui pra sabê di onde vinha a música teria qui inspera por 7 anos, purque ieu tinha qui passa por um processo de purificação, disso, daquilo, mai uma veiz respeitei a vontade du lider.
Finalmente passaru uns bendito 7 anos, chegou u grandi dia di discubri di ondi vinha tão bela canção, u lider pegou minha minha mão, i cumeçamos caminhar rumo a um templo, onde tinha uma entradinha qui dava pra um jardim lindo, depois uma porta di madera, mais uma di ouro, otra di esmeralda, mais uma de pérolas, i assim foi por mais 12 portas, ieu já tava muito emocionado com tanta beleza, até qui chegou u lugar qui ieu esperei 15 anos da minha vida pra conhecê.... só sinto num pode conta proçeis quii lugar é esse, afinar c num faiz parti da ceita i segredo é segredo... uai sôoooooooooo

UM TRAVISTI NU SERTÃO (RI, É BÃO DIMAIS!)

No sertão tem muié bela
Cabra que usa facão
Os home vão pro roçado
As muié vão pro fogão

No sertão a bala avoa
Na latada do forró
E o home que num namora
Os cabra manda ir simbora
Procurá outro xodó

No sertão o cabra é macho
E a muié feminina
Num tem esse cambalacho
De home cum a voz fina

Mas num dia de sol quente
Casamento de Rosinha
Apareceu o diacho
Na forma duma bichinha

Parecida cum a Xuxa
Num vistido cor lilás
A paquita do Exu
Que redimiu satanás

A dama, além de formosa
Era bizarra e faceira
Dançava rodando a saia
Em torno duma fogueira

Foi pro lado de Juvino
Toda dançando, ligeira
no coitado do matuto
Bateu logo a tremedeira

Depois dançou com Calixto,
Zé Bento, Joca e Mané
Dançou inté cum Tonico
Que era aleijado dum pé

Dançou, bebeu, encantou
Os cabra daquela terra
Parecia Lady Dy
Princesa da Inglaterra

O coroné Virgulino
Quando viu se apaixonou
Botou logo o mió terno
E todo se embonecou

Entrou todo satisfeito
Na latada do forró
Foi dançá com a danada
Que as perna dava um nó

O coroné pensou logo
Acabou o meu tormento
Foi logo propondo à dama
Era amor prá casamento

Quando acabô o forró
Levou a danada imbora
Apregada a tiracolo
Num via chegar a hora

Deitaram logo na cama
E começou o xodó
Era o maior rela-buxo
Por debaixo dos lençó

Jogou fora o paletó
Ela atirou o vestido
E disse: mais devagar
Somente quando Eu casar
Eu dou o meu perseguido

Mas o coroné, matreiro
Fungando feito um tarado
Ciscando que nem um gola
Deixou, num piscar de olho
A moça só de caçola

O coroné foi descendo
Ela obrigou a brecar
Só libero a bacurinha
Quando o padre autorizar

Ele de tanto tentar
Já tava desconfiado
Que butija escondida
Que bombom mais embruiado

O coroné tava doido
Depois de tanta esfregada
Deu um puxão na tanguinha
Deixou a muié pelada

Preparou prá dar o bote
Vou devorar essa preza
Mas parou, estatelado
Com aquela malvadeza

Invés da felicidade
Que a noite prometeu
O negócio da comadre
Era maior que o seu

Ao invés da tênue relva
De leve e pura beleza
Tava deitado cum macho
Na maió das safadeza

Puxou logo da peixeira
Começou a fumaçá
Te cuida cabra safado
Agora o pau vai cantá

Ela disse: coroné
Os tempo tão diferente
Esquece os teus preconceito
E vamo tocá prá frente

Se já tá tudo mudado
Se o juízo tá nas venta
Se são direitos iguais
Então que é que tem demais
Sê igual as ferramenta?

Coroné jogou a faca
Sartou fora o capeta
O diabo é quem fica aqui
O coronel é careta

O macho-e-fêmea escapou
Corria que só jumento
Tão querendo me aleijar
Tirar os meus documento

Vou me embora prá cidade
Num vorto mais pro sertão
Aqui a prosa é concreta
Não tem aduvinhação

Prás cabôca bem faceira
Tem festa, amor e baião
Mas pros cabra afeminado
Vestindo saia e tarado
Só foice, bala e facão

U MATUTO DIGITAR (rir, é pai d'égua!)

Cumpade João de Otilia
Lá da Fazenda Guará
Foi passá quarenta dia
Prás banda da capitá
Comprou muita nuvidade
E quando vortô prá roça
Cumeçô a se amostrá

Trôxe um tá dum Lépi Tópi
Duas máquina de lavá
Computadô importado
Telefone celulá
Uma máquina de cuspir
A bicha cospe Ki-suco,
Café, leite e Guaraná

Cospe água na quartinha
Suco de Maracujá
E tem ôta mais bunita
Que inté Chico do Muquém
Pidiu a Zé de Caindinha
Qui mandasse de São Paulo
Uma prá Ele também

Mandaro na incumenda
Um chamado Devedê
É coisa tão da muzenga
Que Inté Chico Bedêu
Quando viu o movimento
Muntô logo no Jumento
Fez carreira e se escondeu

Eme pê três, Pleisteitio,
Televisão digitá,
Palmi Topi, Notebuque,
Carro cum teto solá,
Tratô cum vidro fumê,
Ultraleve, Autorama,
Automove sem pedá

Uma buneca qui fala
Ispingarda cum radar
Um avião qui nos prédio
Fica parado no ar
Outro avião bem piqueno
Qui no remoto se guia
Sem ninguém prá pilotar

Duas moto bem novinha
Prá se andá no sertão
Os matuto admirado
Apertando nos botão
Um gravadô bem pequeno
Qui cum mais de mil cantiga
Cabe na palma da mão

Alugou para os matuto
Aumentô logo a poupança
E de avião vortô
Foi morá prá lá da França
Na Espanha se casou
Cum dois ano Ele vortô
E hoje vive na lembrança

E assim vou encerrando
Essa história populá
De cumpade João de Otília
Matuto do Ceará
Qui ganhô muito dinheiro
Alugando pros matuto
Aparelho digitá

oooooooo trem insquisito sôooooooooo


eita caipirinha prercupado ta doido sôoooooo


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ôi so pro ce ve qui trem bunito

tadim du vusquinha esse e nosso caipira nordestino

2 Matutos no Exército bão di mai ta doido sôoooooooo

nunca subestime a tiligencia da sua caboquinha prestenção uai sôoooo

[agnaldo alves pereira] ieu mesmo




certa veiz eu mais 4 cumpanhero resorvemo tirá uma semaninha di forga longe das muié, pra muda a rotina um tiquim, inventemo uma pescaria só di mintira, cheguei im casa i falei pra muié qui ia fica uma semana fora, pois ia da uma pescada cuns amigos lá pras banda du rio Araguaia, i qui era pra ela ruma minhas traia di pesca e umas ropinha preu, i qui num insquessece du principar meu pijama, porque sem iele ieu num cunseguia drumi.
Notro dia, cordei cedo, puis uns trêm nu carro i fui ao incontro dus cumpanhero, fumo pra cidadi vizinha e pruveitemo bastante.... só na muizada, cervejada, farraiada da boa, nem drumi num drumia, ao chega im casa traveiz a muié prigunta:
-I uns pexe? Nu qui rispundi;
-Aaaaaaa..., uns fiscar tomo tudim! inda quase qui fumo preso! Nóis num sabia qui tava na tar da piracena, ai iela prigunto:
-I u pijama? pruque qui oçê num uso? Rispundi;
-Cê deve di te insquicido di coloca iele na mala, pruque ieu num vi ele. Aí ela respondeu:
-Num sei ci oçê noto qui sua mala tava muito cheia e não cobe, daí ieu coloquei junto cas suas traia di pesca.
Daí cês pensa num cara qui tremeu na base, não tive inspricação cunvicente pra da prela, risurtado..., pirdi a muié, i prendi...
Nunca subestime a inteligença duma muié, u trêm é isquisito, tá doido sôoooooooo.........

LINGUAGE DOS ÓIO

[Patativa de Assaré]




Quem repara o corpo humano
E com coidado nalisa,
Vê que o Autô Soberano
Lhe deu tudo o que precisa,
Os orgo que a gente tem
Tudo serve munto bem,
Mas ninguém pode negá
Que o Auto da Criação
Fez com maior prefeição
Os orgo visioná.

Os óio além de chorá,
É quem vê a nossa estrada
Mode o corpo se livrá
De queda e barruada
E além de chorá e de vê
Prumode nos defendê,
Tem mais um grande mistér
De admirave vantage,
Na sua muda linguage
Diz quando qué ou não qué.

Os óios consigo tem
Incomparave segredo,
Tem o oiá querendo bem
E o oiá sentindo medo,
A pessoa apaixonada
Não precisa dizê nada,
Não precisa utilizá
A língua que tem na bôca,
O oiá de uma caboca
Diz quando qué namorá.

Munta comunicação
Os óio veve fazendo
Por izempro, oiá pidão
Dá siná que tá querendo
Tudo apresenta na vista,
Comparo com o truquista
Trabaiando bem ativo
Dexando o povo enganado,
Os óios pissui dois lado,
Positivo e negativo.

Mesmo sem nada falá,
Mesmo assim calado e mudo,
Os orgo visioná
Sabe dá siná de tudo,
Quando fica namorado
Pela moça despresado
Não precisa conversá,
Logo ele tá entendendo
Os óios dela dizendo,
Viva lá que eu vivo cá.

Os óios conversa munto
Nele um grande livro inziste
Todo repreto de assunto,
Por izempro o oiá triste
Com certeza tá contando
Que seu dono tá passando
Um sofrimento sem fim,
E o oiá desconfiado
Diz que o seu dono é curpado
Fez arguma coisa ruim.

Os óis duma pessoa
Pode bem sê comparado
Com as água da lagoa
Quando o vento tá parado,
Mas porém no mesmo istante
Pode ficá revortante
Querendo desafiá,
Infuricido e valente;
Neste dois malandro a gente
Nunca pode confiá.

Oiá puro, manso e terno,
Protetó e cheio de brio
É o doce oiá materno
Pedindo para o seu fio
Saúde e felicidade
Este oiá de piedade
De perdão e de ternura
Diz que preza, que ama e estima
É os óio que se aproxima
Dos óio da Virge Pura.

Nem mesmo os grande oculista,
Os dotô que munta estuda,
Os mais maió cientista,
Conhece a lingua muda
Dos orgo visioná
E os mais ruim de decifrá
De todos que eu tô falando,
É quando o oiá é zanoio,
Ninguém sabe cada óio
Pra onde tá reparando.

Uma Paxão Pra Santinha

[Jessier Quirino]


Xanduca de Mané Gago
Tinha querença mais eu
Me vestia de abraço
Bucanhava os beiço meu
Era aquele tirinete
Parecia dois colchete
Eu in nela e ela in nêu.

No apolegar das tetas
Nos chamego penerado
Nas misturação das perna
Nos cafuné do molengado
Nos beijo mastigadinho
Nos açoite de carinho
Nós era bem escolado.

Era aquele tudo um pouco
Era aquela amoridade
Mas faltava na verdade
Sensação de friviôco
Um querer, uma pujança
Daquela que dá sustança
Na homencia do cabôco.

No dia que`u vi Santinha
Sobrinha do sacristão
O bangalô do meu peito
Se enfeitou feito um pavão
Foi quando esqueci Xanduca
Sem mágoa sem discussão
Pois vimos que nós só tinha
Uma paixãozinha mixa
Uma jogada de ficha
Uma piola de paixão.

Santinha é a indivídua
Que misturou meu pensar
Que me deixou friviando
Sem nem sequer me olhar

Matutinha aprincesada
Mulher de voz aflautada
Olhosa de se olhar
Fulô de beleza fina
É a tipa da menina
Que se deseja encontrar.

Mas Santinha é quase santa
Nem percebe o meu amor
Não tem na boca um pecado
Tem o beicinho encarnado
Pintado a lápis de cor
Só tem olhos pra bondade
Mas não faz a caridade
De enxergar um pecador.

Ah! se eu fosse um monsenhor
Um padre, um frei, um vigário
Eu achucalhava os sino
De riba do campanário
Eu abria o novenário
Eu enfeitava um andor
Botava ela impezinha
Feito uma santa rainha
Padroeira dos amor.

Arranjava um pedestal
Um altar um relicário
Chamava todas carola
Chamava todo igrejário
E dizia em toda altura
Com voz de missionário:
Oh! minha santa Santinha!
Tire este manto celeste
Saia deste relicário
Olhe pra mim e garanta
Que vai deixar de ser santa
Que`u deixo de ser vigário!

u Vaquero


[Patativa do Assaré]

Eu venho dêrne menino,
Dêrne munto pequenino,
Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhô.
Eu nasci pra sê vaquêro,
Sou o mais feliz brasilêro,
Eu não invejo dinhêro,
Nem diproma de dotô.

Sei que o dotô tem riquêza,
É tratado com fineza,
Faz figura de grandeza,
Tem carta e tem anelão,
Tem casa branca jeitosa
E ôtas coisa preciosa;
Mas não goza o quanto goza
Um vaquêro do sertão.

Da minha vida eu me orgúio,
Levo a Jurema no embrúio
Gosto de ver o barúio
De barbatão a corrê,
Pedra nos casco rolando,
Gaios de pau estralando,
E o vaquêro atrás gritando,
Sem o perigo temê.

Criei-me neste serviço,
Gosto deste reboliço,
Boi pra mim não tem feitiço,
Mandinga nem catimbó.
Meu cavalo Capuêro,
Corredô, forte e ligêro,
Nunca respeita barsêro
De unha de gato ou cipó.

Tenho na vida um tesôro
Que vale mais de que ôro:
O meu liforme de côro,
Pernêra, chapéu, gibão.
Sou vaquêro destemido,
Dos fazendêro querido,
O meu grito é conhecido
Nos campo do meu sertão.

O pulo do meu cavalo
Nunca me causou abalo;
Eu nunca sofri um galo,
pois eu sei me desviá.
Travesso a grossa chapada,
Desço a medonha quebrada,
Na mais doida disparada,
Na pega do marruá.

Se o bicho brabo se acoa,
Não corro nem fico à tôa:
Comigo ninguém caçoa,
Não corro sem vê de quê.
É mêrmo por desaforo
Que eu dou de chapéu de côro
Na testa de quarqué tôro
Que não qué me obedecê.

Não dou carrêra perdida,
Conheço bem esta lida,
Eu vivo gozando a vida
Cheio de satisfação.
Já tou tão acostumado
Que trabaio e não me enfado,
Faço com gosto os mandado
Das fia do meu patrão.

Vivo do currá pro mato,
Sou correto e munto izato,
Por farta de zelo e trato
Nunca um bezerro morreu.
Se arguém me vê trabaiando,
A bezerrama curando,
Dá pra ficá maginando
Que o dono do gado é eu.

Eu não invejo riqueza
Nem posição, nem grandeza,
Nem a vida de fineza
Do povo da capitá.
Pra minha vida sê bela
Só basta não fartá nela
Bom cavalo, boa sela
E gado pr’eu campeá.

Somente uma coisa iziste,
Que ainda que teja triste
Meu coração não resiste
E pula de animação.
É uma viola magoada,
Bem chorosa e apaxonada,
Acompanhando a toada
Dum cantadô do sertão.

Tenho sagrado direito
De ficá bem satisfeito
Vendo a viola no peito
De quem toca e canta bem.
Dessas coisa sou herdêro,
Que o meu pai era vaquêro,
Foi um fino violêro
E era cantadô tombém.

Eu não sei tocá viola,
Mas seu toque me consola,
Verso de minha cachola
Nem que eu peleje não sai,
Nunca cantei um repente
Mas vivo munto contente,
Pois herdei perfeitamente
Um dos dote de meu pai.

O dote de sê vaquêro,
Resorvido marruêro,
Querido dos fazendêro
Do sertão do Ceará.
Não perciso maió gozo,
Sou sertanejo ditoso,
O meu aboio sodoso
Faz quem tem amô chorá.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

mais oooooo trem paxonado vem ni mim tremmmmmmm

mais ooooooo causim bão

Homi não chora - Rolando Boldrin

Hoje aqui, oiando pra vancê meu pai,
To me alembrando quanto tempo faz
Que pela primeira vez na vida eu chorei.
Não foi quando nasci pru que sei que vim
berrando...

E disso ninguém se alembra, não.
Foi quando um dia eu caí...levei um trupicão,
Eu era criança. Me esfolei, a perna me doeu,
Quis chorá, oiei pra vancê, que esperança.
Vancê não correu pra do chão me alevanta.

Só me oiô e me falô:
- Que isso, rapaz ? Alevanta já daí...
HOMI NÃO CHORA.

Aquilo que vancê falô naquela hora,
Calou bem fundo,
pru que vancê era o maió homi do mundo.
Não sabia menti nem pra mim nem pra
ninguém...
O tempo foi passando...cresci também...
Mas sempre me alembrando..

HOMI NÃO CHORA. Foi o que vancê falô.
O mundo foi me dando os solavanco,
Ia sentindo das pobreza os tranco...
Vendo as tristezas vorteá nossa famía,
E as vêiz as revorta que eu sentia era tanta
Que me vinha um nó cego na garganta,
Uma vontade de gritá... berrá, chorá... mas quá...
Tuas palavra, pai, não me saía dos ouvido...
HOMI NÃO CHORA.

Intão, mesmo sentido, eu tudo engolia
E segurava as lágrima que doía...
E elas não caía, nem com tamanho de
Quarqué uma dô...

Veio a guerra de 40... e eu tava lá... um homi feito,
Pronto pra defendê o Brasí.
Vancê e a mãe foram me acompanhá pra despedi.
A mãe, coitada, quando me abraçô, chorô de saluçá.
Mas, nóis dois, não.
Nóis só se oiêmo, se abracêmo e despedimo
Como dois Homi. Sem chorá nem um pingo.
Ah, me alembro bem... era um dia de domingo.
Também quem é que pode esquecê daquele tempo ingrato ?
Fui pra guerra, briguei, berrei feito um cachorro do mato,
A guerra é coisa que martrata...
Fiquei ferido... com sodade de vancês... escrevi carta.
Sonhei, quase me desesperei, mas chora, memo que era bão
Nunca chorei...
Pruque eu sempre me alembrava daquilo
que meu pai falô:
- HOMI NÃO CHORA.

Agora, vendo vancê aí... desse jeito... quieto...
sem fala,
Inté com a barbinha rala, pru que não teve tempo de fazê..
Todo mundo im vorta, oiando e chorando pru vancê...
Eu quero me alembrá... quero segurá... quero maginá
Que nóis dois sempre cumbinemo de HOMI NÃO CHORÁ... quero maginá que um dia vancê vorta pra nossa casa
Pobre... e nóis vai podê de novo se vê ansim, pra conversá.
Intão vem vindo um desespero, que vai tomando conta...
A dô de vê vancê ansim é tanta... é tanta, pai,
Que me vorta aquele nó cego na garganta e uma lágrima
Teimosa quase cai...
Óio de novo prôs seus cabelo branco... e arguém me diz
Agora pra oiá pela úrtima vez..que tá na hora de vancê
Embarcá.

Passo a minha mão na sua testa que já não tem mais pensamento... e a dô que tô sentindo aqui dentro,
Vai omentando...omentando, quase arrebentando
Os peito...e eu não vejo outro jeito senão me descurpá.
O sinhô pediu tanto pra móde eu não chorá... HOMI NÃO CHORA... o sinhô cansô de me falá...mas, pai,
Vendo o sinhô ansim indo simbora... me descurpe, mas,


Tenho que chorá.

aqui vai arguns link di violero pru 6 bão tambem

http://www.joaoormond.com.br/http://www.rozini.com.br/http://www.almirsater.com.br/http://www.fernandodeghi.com.br/http://www.juliosantin.com/http://www.claudiolacerda.com.br/http://www.gabrielsater.com.br/http://www.ivanvilela.com.br/http://www.robertocorrea.com.br/http://www.miriancris.com/http://www.paulofreirevioleiro.com.br/http://www.chicolobo.com.br/http://www.pereiradaviola.com.br/http://www.tiaocarreiro.com.br/www.toporama.net/joaciornelashttp://www.violeiro.blogspot.com/http://www.nabeiradamata.com.br/http://www.rolandoboldrin.com.br/http://www.iccacultural.com.br/http://www.museumazzaropi.com.br/http://www.cachaca.com.br/http://www.cantodaterra.net/http://www.sosaci.org/http://www.casadosvioleiros.com/http://www.paulosantana.com/http://letras.terra.com.br/tiao-carreiro-e-pardinhohttp://www.violadecocho.com.br/http://www.boamusicaricardinho.com/http://www.violaxadrez.com.br/http://www.violacaipira.com.br/www.widesoft.com.br/users/pcastro2/biograf.htmhttp://www.tiaocarreiro.pgl.com.br/www.infonet.com.br/versoseviola/tiaocarreiro.htmhttp://eptv.globo.com/caipirahttp://www.brazdaviola.com.br/www.vbseventos.hpg.ig.com.br/releaseszemulato_cassiano.htmhttp://violasertaneja.blog.uol.com.br/www.widesoft.com.br/users/pcastro1/carrodeboi.htmhttp://br.geocities.com/vergilioarturlimahttp://www.joaoviola.com.br/http://www.giannini.com.br/http://www.ericmartins.mus.br/www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/creditos.htmhttp://www.brasilfesteiro.com.br/http://www.fabiolamirella.com/http://www.fabiolamirella.blogspot.com/http://www.violeirosmatutos.com/http://www.violeirosmatutos.blogspot.com/






A DANÇA DU SÃO GONÇALO BÃO DI MAIS


É este o primeiro velso
qu´eu canto pra São Gonçalo..."
- Senta aí mesmo no chão, Benedito!
"É este o primeiro velso
qu´eu canto pra São Gonçalo..."
E o coro começa grosso, grosso. Rola, subindo. Desce, fino, fino. Mistura-se. Prolonga-se Ôôôô! Aaaa! Ôaaôh! Ôaiiiiiiih! Um guincho.
O violeiro de olhos apertados saúda o companheiro. E marcha, seguido pela fila. Dá uma volta. Reverências para cá. Reverências para lá. Tudo sério. Volta para o seu lugar.
- Entra, seu Casimiro!
O japonês Kashamira entra com a mulher e o filhinho brasileiro de roupa de brim. Inclina a cabeça diante de São Gonçalo. Acocora-se. O acompanhamento das violas, feito de três compassos, não cansa. Os assistentes enchem os cantos sombreados. No centro da sala de vinte metros quadrados, a lâmpada de azeite se agita.
"Minha boca está cantando,
meu coração lhe adorando!"
Cabeças mulatas espiam pelas janelas. A porta é um monte de gente. A dona da casa, desdentada, recebe convidados.
- Não vê que meu defunto, seu Vieira, tá enterrado já faiz dois ano...Fazia mesmo dois ano agora no Natar...
(Pan-pan-pan!Pan-pan!Pan!)
- Eu antão quis fazê esta oração pra São Gonçalo deixá ele entrá...
"Vou mandá fazê um barquinho
da raiz do alecrim..."
O menino de oito anos aumenta a fila da direita. A folhinha da parede é do Empório Itália-Brasil. Garibaldi tem uma bandeirinha no peito e ergue bem alto a espada.
"Pra embarcá meu São Gonçalo
do promá pra seu jardim."
Desafinação sublime do coro. Os rezadores movimentam-se. Trocam de posição. Enfrentam-se. Dois a dois avançam, cumprimentam à esquerda, cumprimentam à direita, tocam-se ombro contra ombro, voltam para seu lugar. O negro de ala é o melhor dançarino da quadrilha religiosa.
"São Gonçalo é um bom santo
por livrá seu pai da forca."
A noite cerca de escuridão a casinha de barro. Cigarros acesos são riscos de fogo nas mãos inquietas.
A dona da casa é viúva de um português. E amiga de um negro.
- Não vê que o Crispim também pegô a doença danada... Num havia jeito de sará... O coitado quis até se enforcá num pé de bananêra!
"Artá de São Gonçalo,
artá de nossa oração!"
- Nóis antão, fizemo uma premessa. Que se Crispim sarasse, nóis fazia esta festa.
"Foi promessa que sarando será seu precuradô!"
A cabocla trata de salvar a alma do morto e o corpo do vivo. A filha bonitinha sorri, enleada. As violas têm um som, um som só. Chega gente.
"São Gonçalo tava longe,
de longe já tá bem perto..."
Um a um, curvam-se diante do altar. Gingam. O violeiro de olhos apertados está de sobretudo. Negros de pé no chão.
- Nóis tamo mesmo emprestado neste mundo...
Cantando, andam pela salinha quente.
"Abençoado seja a mão
que enfeitô este oratório!"
O preto de pala dá um tropicão engraçado. E a mulher de azul celeste ri, amamentando o filho. Mas os violeiros esganiçam:
"da dança de São Gonçalo ninguém deve caçoá. (Ôôôô! Aaaaah! Iiiiiiih!) São Gonçalo é vingativo, ele pode castigá!"
Silêncio na assitência descalça. As bandeirinhas desenham um X de papel sobre as cabeças dos dançarinos. Atrás da casa, tem cachaça do Corisco.
- Depois, é a veis das moça. Quem quisé pode pegá o São Gonçalo e dançá com ele encostado no lugar doente.
"Onde chega os pecadô,
ajoelhai, pedi perdão!"
O estouro dos foguetes ronca no vale estreito. São fagulhas os vagalumes. De uma fogueira que não se vê. Lá dentro, o mesmo ritmo. Faz já uma hora monótona.
"São Gonçalo está sentado
com uma fita na cintura."
O caboclo louro usa da faca e esgravata o dedo do pé.
- São seis reza de hora e meia, mais ou meno... Pro santo ficá sastifeito.
"Lá no céu será enfeitado
p´la mão de Nossa Senhora!
(Pan-pan-pan-pan! Pan-pan!
Plá-plá-plá-plá! Plá!
Plá-plá-plá-plá!)
Oratório tão bonito
cuma luz a alumiá!"
Do alto do montão de lenha, a gente vê, no fundo. São Paulo estirado. Todo aceso. Do outro lado, a Serra da Cantareira não deixa a vista passar. Nosso céu tem mais estrelas.
"São Gonçalo foi em Roma
visitá Nosso Sinhô!"
- Só acaba amanhã, sim sinhô! Vai até o meio-dia, sim sinhô! E acaba tudo ajoeiado.
Ôôôô! Aaaaah! Ôaôôaaaôh! Ôôôiiiiih! Parece um órgão, no princípio. Cantochão. No fim, é um carro-de-boi.
"Senhora de Deus convelso
Padre, Filho, Esprito Santo!"
Quem guincha é o caipira de bigodes exagerados.

Nelson José Lombardi é membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais.

a cruza dus pexim


[agnaldo alves pereira] ieu mesmo



Tava cum dinherim sobrano i arresorvi mexe cu criação di pexe, comprei uma chacrinha com trêis lagoa dentro, quiria perfeissuá u ramo i fiquei pensano u que qui ieu pudia fazê a respeito, ai pammmmmmm........, vei uma idéia!
Vô fazê um novo tipo di pexe! Iguar eles fizeru cuns cachorro. Criaro o pit buuu i u roti i vai, cumecei istuda, i vei a luiz, si ieu pega um bagri qui é di coro i num têm ispim, i cruza cum piau qui e de iscama i têm ispim, ieu vô uni u urtir ao gradável, vai fica uma carne super saborosa. Cumecei meu inspremento atravéis da tar da siminação tifisiar, gastei qui tinha i qui num tinha nu tar projeto.
Passado uns dia vei u resurtado nasceu a dita cria, divinha que qui nasceu?
-Um baita dum sapim qui ié di coro, tem u corpo iscamoso i feio pra daná. Prindi qui si tá ruim num dianta fazê gambiarra qui piora, resurtado du inspremento, tivi qui vende a chacrinha pra pagá as continha e tomei naquele lugar inté incostá, cum brita, cascai, i sem água pra maciá, curuis......

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

peeeeeeeeeemsa num trem bunito veeeeeeem ni mim saudade

eeeeee causim bão sôooooooo

Co,as perna de fora

Iranimel & Isabel
http://zedaroca.fateback.com/index.htm



ROSINHA:
Tardi, cumadi Ber!
Acho mió ocê sentá pa num cai de pé cas coisa que vo li contá! I toma cuidado pa num arrotá de susto!
Muier do céu! Ocê querdita que onte eu fui inté o buteco do Tião pa comprá uas caxa de fórfe e eu vi c'oessi zóio que a terra há di cumê, uns cumpadis oiano num pareio novo que o Tião mando trazê num sei donde! Eles tava zoiano um monte de marmanjão, uns baita homão de carça curta correno atráis de ua bola! Cumadi do céu! Um monte de home tudo cas perna de fóra, que semvergonhice é essa? inda ocê tinha que vê cumo quelis brigava pa tomá a bola um dotro. E os cumpadi falava cada palavrão inquanto oiava a peleja, cocê nem magina! Eu órvi dizê que era jogo de cópa, mai que mintira deslavada, cumadi, eles tava era brigano por carsa da bola. Eu fiquei tão desnorteada que nem fiquei lá pa vê quem fico ca redondinha. Ber, ocê sabe o que sinifica issu?

BER:

Tardi, cumadi Rosinha!
Tô assumbrada, i só querdito causo di que ocê num é muié di minti. Intão, us cumpadi tava oiano prus home di carça curta... Ara! Mai, pruquê us marmanjão curriam atrais di ua bola, cumadi? Praquê quiriam ela? I pruquê a gastura dus cumpadi? Pur acauso seria causa di que a bola num era a delis? Si ocê tá sabeno me digue, que agora fiquei cismano... Tanta muié sobrano! Nossa Sióra do Córgo Turvo, que tará acunteceno coesti mundo prus home trocá as preferença? Tô achano qui a cumadi tá bem certa, essa istória tá muito mar contada, devi di sê ua descurpa que elis inventaram pra disfarçá a semvregonhera, fosse memo jogo di copa iam di tá na copa drento da casa delis, jogano tâmbola, truco ô quarqué otro jogo parecido, bola não, muito meno nu pareio do Tião i sem carecê di ficá co as perna di fora, num é verdade? Falano nisso, inda num cunheço u tar, mai magino qui pra cabê um pareio cum tantus home drento e mais us cumpadi fora, o Tião devi di tê um baita di um butecão, num é não? Afinar di conta, cumadi, ocê chegô a levá us fórfe?

ROSINHA:

Óia, cumadi, ieu pensei a merma coisa que ocê! Oqueque ta cunteceno neste mundão aberto sem portera, causo que faiz tempão que os cumpadis tão trocano a perferênça? Que...canaiada! Ô eleis adespresa as muié, ô intão corre atráis de mais de uma de ua só veiz. To falano issu causo que fiquei sabeno que aquele fumero afamado o tar de Cradino do Fôlego, inté mandô fazê ua armação de lona preta, e ponho na carroça, inda a descurpa que ele deu pa muié deli, foi que di anssim apotreje as criação que ele leva pa vende no mercadu. Uma óva! Tudo descurpa isfarrapada, puis atro dia ele vortô pa casa cas cabelera mai pareceno tocera de capim catinguero, o rosto chupado, i cansado que só veno, caiu na rede e drumiu feito um porcão. O cococê acha queli tava fazeno seno que me contaro pra eu que viro a carroça deli cheim de muié? Será que ele só tava fazeno a caredadi? Ocê me preguntô pra eu si cheguei a comprá os forfe, né? Ieu comprei sim, mia cumadi, e iscuita o que vô le dizê; si ieu adescobri que argum dia o Zé acumpanhô o "Fumero" nessas tar caridadi, eu pego a caxa de forfe, risco, cisco, bilisco i prégo fogo! Óia, Ber, si ocê quisé, carqué hora eu levo ocê lá no butecão pocê cunhecê.

BER:

Cumadi, tô co coração disimbestado, us purmão sem forgo, us zóio vesgo i us miolo istralano di tanto matutá. Tá anssim intão a procedença dus home di hoji? Si num pelejam pruma bola dão sirvintia pruma penca di muié? Pra ieu qui sô sem mardade, sem maliça, pura quar tar ua frô di trepadera du brejo, issu cocê tá contano faiz arrepiá inté us pelinhu das venta, peió que tá mi subino um bruita foguerão, qui memo que chova uma sumana vai fartá água pa pudê apagá. U qui ieu acho, cumadi? Óia, coa portera du mundo anssim iscancarada, naturarmente as muié tamem tão desvregonhada. Si Cradino é fumero, elas devi di tá pelejano cum eli pra pegá u fumo deli tamem, purisso é qui as força deli arria anssim. Muiérada mar gardicida, cuitado di Cradino, tão caridoso, mai já qui é anssim, eli divia di guardá u fumo im casa, num é intão? Qui nervo, cumadi, tô sortano lavareda já i temo im tempo di secura aqui nu arriá das anta, meió dexá u butecão pra otra hora. Muié di Cradino qui mi adescurpe, mai vô percisá cum urgença da lona deli, mó di abafá esti foguerão. I ocê si assussegui, cumadi, si u Zé tivé juntu ieu atiço fogo neli procê antis di Cradino apagá u meu, careci di gastá us fórfe não.

ROSINHA:

Ai, ai, ai, cumadi! Ieu num tava sabeno que ocêis ai inda tão na época de secura!
Imagino cumo que a cumadi deve de tá ressecada, ô dó! Ber,mermo anssim ocê tem certeza que num qué i no butecão? Vai perferi se infiá na carroça do fumero? Óia que aquilo pode inté incendiá, causo que ocê ta quente demais! E si o fumero acendê o fumo deli? sei não! Mai adespois nóis aresorve isso, causo que careço de contá pocê pruquê que os home de carça curta tava brigano.

Cumadi! Finarmente adescobri que num era a bola quelis queria, era ua cópa!
Mai adescobri tamém que num diantô eles corrê feito doidios e nem falá palavrão, causo que num déro a cópa p'relis, ô dó!
Acho que elis vão tê que cuntinuá morçano e jantano na cuzinha inté acunsegui ganhá ua cópa, num diantô si amostrá c"oas perna de fóra! eh.eh,eh....

Bão...intão fica de anssim cunforme a sua cumbinação, si ocê vê o Zé na carroça, ocê atiça eli, i manda ele de vorta pra eu queli vai vê cum qtos fórfe se incendeia um desavergonhado.
Brigada, cumadi, Inté mais.

Sempi querditei na sua vortança AR/CL

Tava eu um sabiá tristin
Vuano pur esse azulado céu
Nun guentava mais vivê ancim
Já tava triste os meu cordéu
Mais cabô minhas agunia
Vortô de novo minhas aligria
Pruquê nunca fui um incréu.

Sempre querditei na sua vortança
E para Deus eu sempre rezava
E Ele min inxia de esperança
Pur isso é qui Nele eu cunfiava
Agora tutá aqui no recanto
Pra nos alegrá e dá incanto
Min dano o cunforto qui fartava.

Hoje sô um atrerticano filiz
Já taqui a véia cumpanhêra
Essa isperança eu sempri quis
De dinovo ta cum essa minêra
Chegô a jóia qui tava fartano
Sua vortança alegrô os meu plano
Vamo vortá às brincadêra.

Já num tava guentano de sôdade
Condo a web o recanto abria
Te digo cum cinceridadi
Qui os meu peitio logo duia
Seja benvida ô minera
Dô um viva às brincadêra
Dô ôtro viva pras aligria.

(A minha cumadi Claraluna tomém dizeu arguma coiza)

Eu tamém fiquei contenti
Divê qui ocê vortô
Tá aqui no mei da genti
Distribuino calo
Dessa bela amizadi
Qui inzesti entri a genti
Da Lili, nossa cumadi
Qui vortô para o batenti.

E du seu cumputadô
Qui agora tá sarado
Foi levado pro doto
Agora tá vacinado
Num tem virus nem lumbriga
Chegô a tumá purganti
Pra cabá cum as intriga
E o cordé segui adianti.

A Mira tá uma gracinha
Conquistano coração
Essa linda paulistinha
Mi dá muitia emoção.
O seu amô é uma beleza
Sua amizadi é tão sincera
Lindo cuma a natureza
Quano chega a primavera.

Fiquei hoji bem filiz
Quano ví este cordel
Das coisa qui ocê diz
Cum a duçura du mel.
Mira Ira é nossa amiga
e parceira do Sexteto
Qui um dia saiu sintida
Hoji vorta pra o corêto.
Airam Ribeiro

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

oia preu sôooooooo

[agnaldo alves pereira] ieu mesmo


quiria ieu sabe pruquê
ieu óio procê
i ocê nun óia pra eu

cê só óia pru joãzim
i insquece qui têm ieu
u quê qui u joãzim têm
qui num têm ieu

condo u joãzim chega perto
sua feição da di mudá
i condo ieu chego perto
ieu só iscuito sai pra lá

desce jeito cê judia
du meu pobre coração
desce jeito ocê mi faiz
é morre na solidão

óia preu meno uma veizinha
pra mim vê u seu oiá
qui parece duas jabuticaba
numa noiti di luar

oçê num sabe cuma é tristi
amá i num cê amado
ocê num sabe como é tristi
oiá i num cê oiado

por isso ieu ti peço
óia preu.........

essa era a vidinha qui ieu quiriar

filicidade pra eu e ce simpres

Um beijo cum sabô de fumo deve di ce ruim di mais sôoooooo

Airam Ribeiro

Peguei u’a cabôca pra bejá
Min disse ôji eu aprumo!
Condo as boca tava a colá
Min senti um sabô de fumo.
Dalí eu sai bem correno
Qui nem ninguém tava veno
Já tava correno sem rumo.

Só despois eu soubi do viço
Qui do fumo vivia a mascá,
Daí pra cá dei um sumiço
E uma cuspição de daná.
Nunca mais eu viéla
To correno da bocadéla
Condéla qué próximá.

Condéla xega na paióça
E qué minhas boca bejá,
Dô descurpa e vô pra róça
Pros mato eu ir capiná.
Minscondo lá na moitinha
Só vorto pra casa a noitinha
Condo é pra min deitiá.

Sua boca tem xêro de estrume
Pras cári nun da nos dente
Estes só vira um pretume
E nun acenta pra certa gente
Cum a boca iscancarada
Joga fora a baforada
Cum um xêro qui todos sente.

Cê besta trem nojento
Tu nun cunhéci a boticáro?
Este teu xêro ninguém guenta
To mudano de tineráro.
Só sô um cabra matuto
Mais na igiêne sô astutu
Num tenho cara de otáro.
Airam Ribeiro

Nun izéste muié fêia, izéste muié már inducada!

Vesga a gente pode inté cê/
Tomém banguéla sem dente/
Sem nium cabelo tomém tê/
Careca é o nome aqui pra gente/
Mermo se teno só u’a orêia/
Num axo niuma muié fêia/
Eu já vô expricá pra ta ciente!///

Num sô cabôco de preconceitio/
Temo qui cê cuma Deus qué/
No corpo, eu num vejo os defeitio/
Pode as perna vié torta cuma vié/
Nas muié eu só vejo as beleza/
Vô te falá cum franqueza/
É nas inducação qui ela tivé.///

Seno a muié már inducada/
Iguá u’a cancela fincada no xão/
Num dianta tê as faci bem pintada/
Se podre ta o seu coração/
Pode axá minhas frase isquizita/
As coiza qui a muié tem de bunita/
Eu te falo qui é a sua inducação./// Bejão com todo respeitio nocê minha amiga.

ômi inducado já é fêi, már inducado aí é qui vira caganêra!

Airam Ribeiro

u bafu da sucuri


[agnaldo alves perera] ieu mesmo



Um dia fui nu mercado fazê umas comprinha, i nu finar das compra ganhei um cupãozim concorreno um carro o km.
Nu dia du sortei tava ieu lá, cês num cridita quem qui ganho u carro? Foi ieu mesmo, fequei filiz dimais da conta, ieu tinha um sonho des de minino qui era di pesca nu pantanar du matu grosso, pensei gora ieu rializo meu sonho, i assim fiz.
Vindi u carro cunvidei 3 amigo, u bagassera,u zoim e,u mandruva, luguei uma vam i fumo nóis rumo ao pantanar, cheganu lá paremo nim Poconé, uma cidadinha bem na entrada du pantanar, sentemo num buteco pra toma uns gorozim, tomemo umas 2 garrafa di pinga, nóis já tava bem alegre, compremo uns trenizim, mais umas pinga, i seguimo pra transpantanera, uma ruduvia qui tem nu pantanar, iela mede 120 km i tem 95 ponte, dentre tanto corgo inscoiemo 1. U chofe paro dibaxo duma figuera i nóis fumo tudu imporgado lá pra bera du corgo, nóis i mais umas pinga, sentemo numa tora, num sei si porque nóis tava mei arterado, a tora iera toda rachadinha i da largura dum galão di 20 litro daques di pô querosene pra lamparina, joguemo u anzor nágua i tamo lá pescano mais nóis tava notano qui paricia qui a tora qui nóis tava sentado mixia i andava um tiquim, aí nóis falava um pru outro:
- Nóis vai te qui dá um tempim na pinguinha si não daqui a poco nóis cumeça a vê coisa qui num tem!
Mais foi só fecha a boca, cumeço parece uma tora du mesmo tipim daquela qui nóis tava sentado na nossa frente, oiemo um pru otro i falemo:
- Nóis tá e ruim mesmo sôoooooooo!!!!!!
Passo uns sigudim sintimo uma baforada quenti bem nu rumo da nossa nuca, qui oiemo era a boca duma sucuri, oiemo pru otro lado i cumecemo a oia u trageto qui a tora qui nois tava sentadu fazia, tivemo otra surpresa... iela ia lá na frenti fazia uma curva, vinha, vinha, i u finar era a boca da sucuri, só num caguemo pruque num tinha mercaduria feita, mais mijá, aí nóis mijemo, foi nossa sorte, ieu acho qui aquela sucuruzinha nera muito chegada ni arcoo não! Hora quela sintiu u chero das mixada iela casco fora, sumiu na quissaça, falei prus meu cumpanhero:
- Só Jesuis na causa! Pena qui ieu num tem mais tistimunha du contecido, dispois disso mudei di cidade i perdi u contato caques cumpanhero.

LULA É CORONÉ...

Waldo Luís Viana*



Longu caminhu andô,
Em lombu de burro,
Caminhão ô navio,
Já num lembra das mentira
Qui 'spalhô pa se dá bem.

Num lembra do passado,
Inté chegô na presidença,
Ossu duro di ruê, coitado,
Que num larga,
Nem tiquinho,

Num tem nem dúvida,
Qui nas cidade e nus matu
Tem voto pra daná
E os assunto vai sortano,
Na neblina, qui nóis qué...

Falano o que o povo sabe
Dizeno as coisa cum lábia,
Só pede coisinha só,
Que tudo que dele gosta,
Dos cocô ós caramujo,

Inté os antigo cumpadi,
Botem tudo os voto, tudo,
Bem no colim da Dilma,
Pra gente não se enganá
E continuá no borsa-famía,

Que jávô, que jávai tairde,
Sô...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

esse era gonoranti ta doido sôooooooooo

Ela deu o tabaco e ele levo fumo curuis


(Dalinha Catunda)



Essa vida de bodegueiro,
Não é brincadeira não.
Na venda de fumo de rolo,
Foi a maior confusão.
E quem quase levou fumo,
Foi a mulher do patrão.

Um sujeito todo xistoso
Queria tabaco comprar.
A mulher do bodegueiro,
Que não sabia despachar.
Arrumou uma encrenca
Que depois vou lhes contar.

Primeiro eu vou contar,
A aventura de seu Zé.
Que queria comprar fumo,
Mas sabe como é que é,
Com bodegueiro invocado,
Quase levou ponta pé

Seu Zé chegou à bodega,
Querendo fumo comprar.
Espiou bem os bons rolos.
Chegando a se arrepiar
Diante de tanta fartura.
Bom fumo ele iria levar.

Perguntou ao bodegueiro,
Que atendia no balcão.
Quais os tipos de fumo
Qual a melhor sugestão
O bodegueiro prestimoso
Deu-lhe toda a atenção.

Esse aqui é um fumo bom
Acredite meu senhor.
O freguês cheirou o fumo
E em seguida espirrou.
Pediu outro mais forte.
Aquele não lhe agradou.

O atendente atencioso
Não tardou a lhe ofertar,
Um novo rolo de fumo
Para ele então apreciar,
Dessa vez além do espirro,
Ouviu-se um peido no ar.

Pensando que o espirro,
Conseguira o peido abafar
Pediu ao comerciante,
Um mais forte pra cheirar.
E o bodegueiro alterado
Rasgou o verbo a falar.

Meu amigo francamente,
É bem difícil lhe agradar,
No primeiro você espirrou,
No segundo chegou a peidar.
Se usar um fumo mais forte,
No recinto você vai cagar.

Por isso o senhor se retire,
Antes que eu faça besteira.
Estou aqui trabalhando,
E não sou de brincadeira.
Se quer mesmo levar fumo,
Conheço outras maneiras.

O comprador aperreado,
Foi tratando de se afastar
O bom fumo que ele queria,
Mas não consegui comprar,
De outro fumo diferente,
Não estava ali pra provar.


A mulher viu que marido,
Estava cheio de aflição.
De pressa tomou a frente,
Foi atender ao balcão
Mas novamente pintou
Sintomas de confusão.

Ela pouco experiente,
Ignorando mercadorias.
Escutou de um sujeito,
E achou que era putaria,
Um pergunta inofensiva
Que o pobre diabo fazia

A senhora tem tabaco?
Perguntou o tal cidadão.
Tenho sim desaforado,
Mas não é pro teu bico não.
Tenha comigo respeito,
Ou então lhe enfio a mão.

Que cara mais safado,
Que sujeitinho atrevido,
Merece boas pauladas,
E tapas no pé do ouvido,
Ou mesmo virar defunto,
Por obra de meu marido.

O cabra arregalou os olhos,
Não entendendo a questão.
Quanto mais ele falava,
Mais vinha complicação.
Queria provar com o dedo,
E era ali mesmo no balcão!

Senhora não estou pedindo,
Eu quero mesmo é comprar.
Se for bem cheirosinho,
Pode até o dobro cobrar.
Que sou viciado em tabaco
E pago o que for pra cheirar

A mulher ficou vermelha,
Estava prestes a explodir.
Indignada com a proposta,
Que acabara de ouvir
A cara do sujeitinho,
Até pensou em partir.

O homem ficou passado,
Sem saber bem o que dizer.
A mulher bufava de raiva,
E ele sem nada entender.
Só por causa de um tabaco
Ela estava a se ofender.

A polícia foi chamada.
Veja só que confusão.
O marido e os filhos,
Bateram no cidadão.
Que queria a todo custo,
O tabaco em sua mão.

Quando a polícia chegou,
Botou ordem na bodega.
E o sujeito com razão,
A sua inocência alega.
E os insultos alegados
Com veemência ele nega.

O freguês ficou parado,
E a mulher falou: Qual é?
Minha senhora só queria,
Umas graminhas de rapé
Um pouquinho de torrado,
E depois eu dava no pé.

Foi então que a polícia,
Marido e filho deram fé,
Chegaram a conclusão,
Que o tabaco era rapé,
Torrado pra se cheirar,
E não bicho de mulher

Por isso meu amigo
Preste muita atenção
Na hora de comprar fumo
E querer tabaco na mão.
Pois acaba levando fumo.
Quem deles faz confusão.

Quando tudo se ajeitou,
E acabou a confusão.
Seu Zé saiu satisfeito
Levando o fumo na mão
E até saiu sorrindo
Com aquela arrumação.

A mulher do bodegueiro,
Depois de se acalmar.
Foi logo dando o tabaco.
Que o moço queria usar.
Daquela hora em diante,
Reinou a paz no lugar.

Se você quer levar fumo,
Ou um tabaco de primeira,
Meça bem suas palavras.
E não vá fazer besteira,
Pois fica sempre na mão,
Aquele que faz asneira.

u boi zebu e as formiga


Do livro Ispinho e Fulô – Patativa do Assaré




Um boi zebu certa vez
Moiadinho de suó,
Querem saber o que ele fez
Temendo o calor do só
Entendeu de demorá
E uns minuto cuchilá
Na sombra de um juazêro
Que havia dentro da mata
E firmou as quatro pata
Em riba de um formiguêro.

Já se sabe que a formiga
Cumpre a sua obrigação,
Uma com outra não briga
Veve em perfeita união
Paciente trabaiando
Suas foia carregando
Um grande inzempro revela
Naquele seu vai e vem
E não mexe com mais ninguém
Se ninguém mexe com ela.

Por isso com a chegada
Daquele grande animá
Todas ficaro zangada,
Começou a se açanhá
E foro se reunindo
Nas pernas do boi subindo,
Constantemente a subi,
Mas tão devagá andava
Que no começo não dava
Pra de nada senti.

Mas porém como a formiga
Em todo canto se soca,
Dos casco até a barriga
Começou a frivioca
E no corpo se espaiado
O zebu foi se zangando
E os cascos no chão batia
Ma porém não miorava,
Quanto mais coice ele dava
Mais formiga aparecia.

Com essa formigaria
Tudo picando sem dó,
O lombo do boi ardia
Mais do que na luz do só
E ele zangado as patada,
Mais força incorporava,
O zebu não tava bem,
Quando ele matava cem,
Chegava mais de quinhenta.

Com a feição de guerrêra
Uma formiga animada
Gritou para as companhêra:
Vamo minhas camarada
Acaba com os capricho
Deste ignorante bicho
Com a nossa força comum
Defendendo o formiguêro
Nos somos muitos miêro
E este zebu é só um.

Tanta formiga chegou
Que a terra ali ficou cheia
Formiga de toda cô
Preta, amarela e vermêa
No boi zebu se espaiando
Cutucando e pinicando
Aqui e ali tinha um moio
E ele com grande fadiga
Pruquê já tinha formiga
Até por dentro dos óio.

Com o lombo todo ardendo
Daquele grande aperreio
zebu saiu correndo
Fungando e berrando feio
E as formiga inocente
Mostraro pra toda gente
Esta lição de morá
Contra a farta de respeito
Cada um tem seu direito
Até nas leis da natura.

As formiga a defendê
Sua casa, o formiguêro,
Botando o boi pra corrê
Da sombra do juazêro,
Mostraro nessa lição
Quanto pode a união;
Neste meu poema novo
O boi zebu qué dizê
Que é os mandão do podê,
E as formiga é o povo.

uns zoio temoso


[agnaldo alves pereira] ieu mesmo




Iieu tinha um sitim piirtim da cidade, num dumigo bunito arresorvi i lá da uma oiadinha, já qui fazia uns 3 mêis qui ieu nun ia lá. Chegano lá ieu falei pru meu casero: faiz tempo qui ieu nun vô la na lagoa, vô lá da uma oiadinha, nu camin pra lagoa incontrei uns nin di galinha nu pasto i as bichinha chocano, pensei, vô leva as bichinha lá pru galinhero, i peguei elas, chegano pertu da lagoa ca quele monti di galinha na mão inscuitei uma gritaiera danada cheguei mais pertu i vi umas 10 moça tomano banho daquele tipo, qui nem condo elas nasceu, condo elas mi viu correu tudo pru mei da lagoa i fico gritano. Nóis só sai daqui condo u sinhô fô pra bem loge. Rispundi prelas, cês pode fica sussegadinha ieu num vim pra oia pru cês não sô, nem pra vê oçes pelada, ieu vim aqui da cumidinha prumas sucurizinhas, i prus jacarezim qui ieu crio ai, eles tão ai pirtim doces, agora cê carcula u qui conteceu, foi aquele aranze, moçaiada pra tudo conte lado, i u pio qui ieu num quiria oia mais meus zóio e temoso di mais sô, ieu num quiria mais eles quiria, dexei u bichim oia inte quele gosto, vô fala um tren pro cêis foi uns dus mio dumigo da minha vida sô......

domingo, 22 de fevereiro de 2009

esse era bão dimas da conta sudoso mario zam

cê que dança ua boa Quadria? intão ispia pro ce ve a ordi dus passo


Camin da festa.
us cavalero cumprimenta as dama.
As dama cumprimenta us cavaleiro.
Cavaleiro nu mei.
Balancei
Faiz que vai mais nun vai.
Oia u duplo.
Cavalero du lado direito das dama.
Forma a grandi roda.
As dama pra dentro cavaleiro pra fora.
Forma a grandi istrela.
Camin da festa.
Forma um grandi círculo.
As dama cum as mão pra tráiz.
Passa as dama pra tráiz.
Camin da festa.
Oia o túner.
Forma grandi roda.
Cavalero pra dentro dama pra fora.
Forma grandi istrela.
Camin da festa.
As dama passa os cavaleiro pra frente.
Oia a chuva.
Já paro.
A ponte quebro.
É mintira.
Oia a cobra.
Já mato.
Direita cum direita.
Damas ao passei.
Cavaleiros ao passei.
Passei geral.
Vai cumeça u grandi baile.
Cumeço o miudin.
Entra us padrin.
O padriho cum a noiva.
Baile Gerar.
Camin da roça.

u relogio da veinha

[agnaldo alves pereira] ieu mesmo



Fazia dia qui ieu tava percisano di i na capitali faze umas comprinha pois tava fartano quase di tudo nu rancho, fui lá pra currutela i peguei a jardinera pru rumo di goiania, sentei du lado duma veinha qui tava só nu cuchilu, a jadinera já tinha andadu umas 6 légua condo a veinha cordo começo a fusa numa capanguinha qui iela tava levano, dirrepenti a veia apronta a maior gritaria falano qui u rilógio dispertado dela tinha sumido, i grita da li,grita daqui, inte qui u chofe paro a jardinera i falo: óooooo dona donde ca sinhora mora? iela falo: na próxima currutela. Intão u chofe arrespondeu: Chegano lá nóis vamo pra diligacia.Chegano na diligacia u delegado pergunto: Quem qui a sinhora acha qui pego seu dipertado? Iela arrespondeu: foi esse moço bunito. Agora divinha quem qui iera esse moço bunito, pensa um tiquim, divinho?Iieu mesmo, u delegadu pego nóis e levo la pra dentro, mando nóis senta i pidiu a capanga pra veia, i jogo uns trem da veia tudo im riba da mesa junto cums trem dela tava u danado du dispertado.Iiele falo prela, cuma qui sinhora cusa u moço di roba u relójo, seno qui iele tá aqui,ieu vô prende a sinhora pur difamação, dai ieu falei pru delegado larga mão tadinha da veinha tá inte caducano, iele arrespondeu tão ta bão a veinha oio preu i agradeceu dimais da conta, pidiu mir disculpa i convido ieu pra toma um cafizim nu ranchim dela, pensei já qui a jardinera foi imbora i a otra só daqui umas 3 hora vô lá, chegano nu ranchim da veia nóis sentemo num banquim i cumecemo a prosiá, prosa vai, prosa vem, a veinha foi pra cuzinha faze u cafizim i dexo a capanguinha i riba da mesa i u tar du dipertado du lado, pensei cum eu, só pur desaforo ieu agora vô pega iese dispertado i leva di verdade, juntei u danado i tufiei nu borso, i fiquei bem quitim passa un tiquim vem a veia cuns cafizim, quando ela vai mi cirvi u cafe u danado du dispertado qui tava nu meu borso disperta triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii triiiiiiiiiiiiiiiii trrimmmmmmmmmmm mais moço cê nem divinha u que qui conteceu, eu cordei sustado dimais da conta, ieu tava era sonhano, c da conta dum trem desse, curuis...........

sábado, 21 de fevereiro de 2009

ieu hoje vo fala das muie caipira

As Irmãs Galvão essas canta dimais

Inhana eesa dexo saudade


essa e a verdadera rainha dus caipira

SUCESSU NU IXTERIO curuis

[Irani A.Genaro]



Oi Zamor!

To fazenu u maior sucessu
aqui nu ixterior.



Meu surrisu ta arrazanu
u coração dus miricanu.



Minha ropa
nem ti contu,
dexa tudu mundu tontu.



Tuda as pessoa
óia preu, i si ri;
I as moça, ai cutchada!
tão cuma inveja danada



Pur causu qui aqui
ninguém tem vistidu iguar os meu.
Ai meu zamor, qui locura
qui cunteceu cuandu intrei no vião!



Tudu mundu qui mi zoiava
ficava di cara nu chão,
pur causu da minha legância!



I pá querê mi agradá
aquelis pessuar qui trabaia lá
correru inchê minhas pança.



Era umas onzi zora
cuandu cumeçaru mi dá cumida,
i só pararu cuandu u relógio
mostrô qui já tinha passadu di uma zora,
intão faça as conta ai Zé,
Das zonze inté meiu dia e uma zora
elis ficaru mi sirvindu por treis zora.



Mai, adespois
cuandu deu 4 zora
vortaru mi dá otro pratu,
cumpanhadu di bibida
qui to inté ripiada.


Zé!
Qui qui eu vô fazê
si ieu cumeçá a ingordá?
As carça num vai mais entrá!
Nossa sora sõ!

Uma recramação mais imte quela si deu bem

[Marilena Basso]


Oh! Meu sinhô do fim da rua
tô aqui pra recramá
dum mar de amô
que mi deixô chorá.
Me aprontei tuda bunita,
cum vistido de chita,
trança no cabelo,
com marrio de fita,
batom vermeio na boca,
mais parecia uma boneca.
Fui dengosa nu baile,
esperando o Zé da Foice
me tira pra dançá,
joguei oiado de lado,
mandei um beijo ca mão,
mais o marvado oiava dotro lado,
nu rumo da Maria Faísca,
e fingia que num via essa
minina linda aqui.
Garrei a fica nervosa,
quando eles passaro dançando
e arrastando o pé no chão
levantando poera que até
meu nariz ficô zangado
e distampo a espirra.
Meus oios encheram de água,
a reiva tomou conta de mim,
quetinha fiz uma promessa
de vingança pro Zé.
Estiquei os óio pro salão,
pra descobri otro bunitão,
e num é que encontro
o João Safadeza,
dando mole na porta da frente?
Sem muito esperá,
lanço pra ele meu oiar,
junto uma piscada como que a falá
venha logo me tira pra dançá...
Inda bem que o danado
entendeu meu recado,
atravessô faiscando o salão
e do meu lado chegô,
e sem muita demora
nus seus braços mi joguei,
agarrei seu pescoço,
e fui puxando pru meio do salão.
E num é que o João dança bem,
me apertano a cintura,
colocando seu rosto moiado
bem do lado da minha cara,
fechei meus oios e sonhei
com esse novo novo principe
que pode ponhá o Zé no chinelo,
e me fazê pará de sofrê.

u tatuzim qui nun tinha gps



[agnaldo alves pereira] ieu mesmo




Tinha um amigo pru nome tatuzim, de tanto qui ele gostava di caça tatu, um dia tava ieu lem casa cheguele mi chamano pra caça tatu, falei: vomo bora uai sôoo. Peguei minhas traia, como ieu gostava mesmo era di pesca ieu peguei também minhas traia di pesca, u lugar qui nóis foi era famoso pru modi qui tinha tatu dimais da conta, chegano lá pensei, inquantu u tatuzim vai caça tatu ieu vô e pesca, daí fiquei na barranca du corgo tava bão dimais da conta ja tinha pegadu 10 traira, 7lanbarizão, 9 piau tava todo imporgado, dirrepente a linha da um puxão deferenti di todos qui ieu já tinha sintido peso dimais da conta, pensei esse bicho é grandi nossinhora, cruscredo ave maria, i vem rastano u trem quandu cumeça a sai fora dágua tive uma surpres gramdimais, nu anzoli tava vino um tatu, ieu acho qui ele foi cavuga u buraco na bera du corgo i erro u prumu, afinar uns bichim nun usa u tar du gps, nun sei pruque condo ieu conto essa históra ninguém cridita neu, nem meu amigo tatuzim num credito neu.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

ieu hoje vou mostra uns grandes compositores da nossa musica caipira

Tião Carreiro e Pardinho esse u brasir tem que qui ajueia quandu fala dele

João Pacífico, Adauto Santos, Nonô Basílio e Moraes Sarmento o que seria da nossa curtura sem pessoas assim

ze furtuna esse fico na historia cunhesa sua discografia

goia uma perola qui todos deverian cunhese

Eu vô matá ocê! curuis

[Edna Feitosa]


Tô risurvida!!!
Vô mata ocê!
Mais num é di morti murrida não!
Vô matá ocê du meu coração...
Ah, si vô!!!

Injuei di sê besta!
Num fico mais mi iludino
Co´as tuas promessa...

Si cada veiz que ocê jurasse
Nacesse uma frozinha nu chão
U mundo inteirim era um jardim só...
Mais ocê num muda um tiquim
Si acha u maió santim du mundo...

Eu num divia di tê iscuitado ocê,
Guardado os nosso retrato...
Cumu fui tonta!!!
Carqué um via ...
Eu tinha qui tê iscuitado
A voiz da razão, não du coração!

Qué memo sabê?
Tô veno que ocê já tá é mortim
I eu vô trata di vivê
Pruque discubri, homi ingrato,
Qui a vida é pra si vivê I vivê filiz!
I, si num fô cum arguém
Qui num qué bem à genti
A gente tem mais é qui sê filiz
Ca genti memo

as porquinha qui inprenho


[agnaldo alves pereira] ieu mesmo
Ieu tinha um açogue, num patrimoizim no interio du goias pur nome mandiocar grandi, divido a grandi roçaiada di mandioca qui tinha na rigião, mais como ieu tocava u açogue minha tividade era cria porco, tinha uma chacrinha bem rumadinha ondi ieu criava a porcada, na minha chacrinha passava um corguin e du otro ladu du corgo era uma roça di mandioca du seu zé bornaia onde iele também criava uns porquin só pra fim di siminaçao tifircial, ses sabe cume qui é, vindia u semem dus bichim. Tinha separadu umas porca num manguerim pru modi qui ieu num quiria qui as bicha ficasse prenha, mais dirrepente cumecei a instranha as bichinha tava ingordano rapidu di mais, daí cumecei a pisquisa num achei ninhuma inspricação pru fato chamei um veterinario pra da uma oiadinha nas bichinha preu, ele foi zamino as bichinha i disse: Uai sôoo essas porca tá é tudu prenha! Rispundi: Mais Cuma, tem uns 7 mêis qui essas bichinha nun tem contato com macho, só si agora porca tá inprenhano porca, daí cumecei um trabai di dititive nu qui acabei discubrinu u tar fato, as raiz du mandiocar du seu zé bornaia tinha cricido tanto qui traveso u corgu i foi para diretim dentro du mangueru onde tava as porquinha, todo mundo sabe qui a cumida prifirida di porco e mandioca, elas foi cumeno a raiz inte traveça pru ladu du seu zé bonaia, daí im diante ses sabe u que qui conteceu ses nun e besta........

MINERIM MACHO... UAI SÔ

O caboquim cordô cêdo,

ispriguíçô,

lavô as mão na gamela,

limpô uzói,

sinxugô,

tomô café,

pegô a inxada,

sivirô pra muié

I falô:

- Muiééé,

tô inoprotrabaio.

Quano q'êle saiu da casa,

ao invêiz dií prá roça,

ele subiu num pé di manga

I ficô iscundidim.
De repente

pareceu um negão,

e foi inté upé di manga

I nem si percebeu

q'o caboquim tava lá inrriba.
Pegô u'a manga...

chupô,

pegôta,

I mais ôta...,

I a muié du caboquim chegô

na janela e gritô:
- Póvim,

ele já foi!

I o negão largô as manga

I sinfurnô dendacasa du caboquim.
O caboquim,

danado de ráiva,

desceu da árvre,

pegô um facão

e intrô na casa.
Quandele abriu a porta

ele viu o negão chupano

as teta da muié,

intonsi levantô u facão e falô:
- Vai morrêêêêê negão!!!

E num é cunegão

puxô um 38 da cintura,

I pontô pro caboquim falano:
- Por que eu vou morrer?
E o cabuquim:

- Uai cê chupô trêis manga

e agora tá mamando leite.
Assim tu vai morrê,

manga cum leite faiz mar,

uai!!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

eeeeeeee mininha pra da trabai sôooooooo

eeeeeeeeee moda boa nossinhora da badia

SOPRO DO VENTO e desse tipim

Elpídio dos Santos

Como é grande a natureza
Que pôe tudo em seu lugá...
Mas você é uma tristeza
Vem na roça pra deitá
Ô, Ô, ô, deixa eu adimirá
Olha só que beleza é o vento
Assoprando o arrozá
Ô, ô, ô, faz o Jéca sonhá

Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô

Esta terra é muito boa
Tudo tem e tudo dá
Mas não fique ai atôa
É preciso trabalhá
Ô, ô, ô, eu só quero é olhá
Faço muito da cama sair
Neste tempo de frio...
Ô, ô, ô, este Jéca é vadio

ta conteceno dimais da conta

INGRATIDÃO
(Elpídio dos Santos)



Aqui ieu cheguei
E vim disposto a trabaia
um pedacim de terra comprei
Comecei a planta

Pur mim não tivero, consideração
u que me fizeru, foi humiação
Mas vive nu peito, eu vá pra onde for
A paz do senhor

u arroiz que plantei
Colhi dimais Deus mi ajudo
Condição pra i vende precisei
Todo mundo nego

Carrego nu ombro, esa carga pessada
Caino argum tombo, nas pedra da estrada
Gemeno e chorano pela ingratidão
Na poeira do chão

Mineirinho e Deus so jesuis na causa

O mineirinho comprou um sitio no interior, com aquele matagal, uma sujeira enorme. Em pouco tempo limpou tudo, fez um chiqueirinho, um galinheiro, pintou os caules das arvores de branco, enfim deixou aquele brinco, tudo bem ajeitadinho. O padre da cidade, passando pelo local, viu aquilo e crescendo o olho, parou pro cafezinho.

- Uai, mais que belo trabalho oceis fizeram aqui, sô

- Oceis, oceis quem, exclamou o mineirinho.

- O senhor e Deus, respondeu o padre.

- Ah, falou o mineirinho. Mas o senhor precisava ver, quando ele cuidava daqui sozinho. . .

Galinha Enroscada curuis

Sabe, cumpádi. Tô preocupado com a minha galinha. . .

- Pruquê, cumpádi?

- Ela engoliu um elástico de ioiô e tá botando o mesmo ovo faiz uma semana!

causo dus bagri bão di mais


[agnaldo alves pereira] ieu mesmo


Ja fazia uns 10 ano qui ieu tava morano na capitali,o seja im goiania,tava cansadu daquela gitação toda dai arresorvi compra uma chacrinha i muda prela assim fiz, comprei uma num lugarzim bão qui só veno, u lugarzim era famoso pruque tinha muita lagoa i corguin i mais famoso inda pruque nus corguin da rigião dava muito bagre, pra quem cunheçe bagre sabe qui esse e uns pexim di coro dificir di mais da conta di morre,pode fica várias hora fora dagua dizem qui esse até anda,teve um dia mi deu deu uma vontade danada di caça rulinha pensei pra nun tem pricisão di mata as bichinha, ieu vo arma umas arapuca,percurei un lugar bem jeitado pra arma as danada, tinha um lugar qui u corguin fazia uma furquia i dividia im dois,só bem mais na frente ele vortava a c um só,pensei vô arma 1 arapuca bem nu mei entre um corguin i otro fui lá,caprichei,ageitei bem,camuflei bem di acordo,i vortei la pru rancho. Notro dia bem cidim cordei bem disposto joguei uma água nus zói i falei pra muié,vô da uma oiadinha nas arapuca qui ieu armei onti di tardinha,saí filiz da vida oiano a natureza,us passarim,us gado pastano,chegava di chora di tanta filicidade, daí cheguei nu locar lá na furquia perto da arapuca tive uma surpresa qui inte hoje ieu conto ninguém crerdita,tinha um casar di bagri dentro da arapuca ieu acho qui esse saiu pra da uma vortinha à noite i si fu fu,porque esse tava inte braçadim,fiquei cum dó dimais da conta i cabei sortano os bichim,afinar eles ainda tava vivim.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

eeeeeeeeeee trem bunito jesuis toma conta

Aula de Ingrês" pra caipira bão tamem

Zé K Fona Vacilô

[EVIDALF]

Si quano uvi essa musga
Vancê chegá a chorá...
Chori si lembrano d'eu!
Óia o qui acunteceu
com o tar de Zé K. Fona:
Zé K. Fona vacilô
e caiu na arapuca
do feitiço do amô!
Zé K. Fona istá triste!
Ao amô ninguém resiste
e o Zé qui era tão forte,
veja as coisa cuma é,
tá fraquin e abatido
pur causa duma muié!
Já muntô in bicho brabo,
jumento, cavalo e boi,
e sempre caiu de pé!
Mais o tar do amô foi
Quem debilitô o cuitado do Zé!
Num tem Zé e nem Mané
qui enfrente esse animá!
Eita bicho disgraçado,
é esse tar de amô!
Tem força mais qui Sansão,
infrenta inté carcará...
si pisá no calo dele
distrói raio e truvão,
iscurece o luá...
Bem, eu num tenho o que fazê,
Võ pra venda do Telê
Tomá uas biritinha
cum pensamento in vancê!
Do amigo nordestino,
cabra qui num fala fino
Mais tá feito mamulengo,
mole e frôxo feito o Zé!
eh eh eh eh eh
- - - - - - - - -
"Nóis sofre, mais nóis goza!" ih ih ih

Arrégua! Qui Safadeza!

Iranimel (Rosinha)

Pobri di eu
inssustada aqui nesse mundo
teno que guardá um segredo no peitu
di um amô tão profundo!



Eu tava tão impaxonada
mai . . . apareceu uma danada
e bejo a boca deli.



Eli, safado da breca
inrepiô até as cueca
i bejo ela tomem!



Mai eu nem qui num intendo
cumo eli pode sê anssim
quandu tava junto di eu
dizia coisa tão bunita!



Gostava das minha ropa di chita
dos meu cabelo ispetadu
era amô pá tudo lado
paricia inté cinema . . .



Pobre di eu
suzinha aqui na roça
num fico sabeno dereito
pá quantas mai ele faiz
as graça que fazia preu



Ai! essa dô machuca tantu
qui meu zóinho já ta inchado
di alembrá qui esse marvado
judiô ansim di eu . . .



Arrégua! qui safadeza!
num guento mai tanta tristeza
acho que vo dá o troco
arranjo otro cabocro
quem sabi um dessis bem loco
qui si inpaxone por eu,



Qui mi ame di verdadi
qui num me arreparta cum otra
modi qui ieu fico é loca!
Mai, quando eu incontrá otra boca
qui num chere qui nem difunto
eu vo é bejá
Muntoooooooooo.

faiz i convideu


a onça du seu jeromo

[agnaldo alves pereira] ieu mesmo





Tava eu passano pur uma situaçãzinha mei difici, recem casado, saí pra ranja um sirviçim, andei u dia intirim, inté qui ditardizinha rumei cum seu zé da areia. Ele tinha uns caminhãozim di bardiá areia, era pra eu trabaia nun desse, tinha qui i nu corguin buscá a areia leva pru depósito qui ele tinha na cidadinha, só qui la nu coguin onde nóis buscava areia era pirigoso di mais da conta, tinha muita onça, sicuri, anta, pensei cum eu vô te qui compra um revorvim pra mode mi devende das pintada, nessa época ieu tinha uma bicicreta barra circula novinha, pensei: Vô troca a bicreta num revorvim, deu cirtim, u bastiãozim da farmaça tinha u revorvim, fizemo u negoço, nunca tinha pegado nun revorvi antes, fiquei todo dicuncertado ka kele trem na mão mais faze u que, era um mar nessesaro.
Notro dia cedim cheguei pra trabaia, seu zé mando ieu intrega uma carrada di areia lá na fazenda du seu jeromu um dus homi mais brabo qui tinha na rigião lá fui eu, chegano lá fui da réeeee nu caminhãozim, incostei nu trato novim qui u seu jeromu tinha comprado a pocos dia, lá vem sô jeromo brabo di mais da conta rismungano qui nem cachorro loco, pensei, agora ieu to fuzilado ele chego pirtim di mim e falo c vai paga u prijuizo, falei tudo bem sô jeromo ieu pago, condo ieu cabei di fecha a boca inscuitei um barui: huuuuuuuu!! viremo pru lado vimo uma baita duma pintada la pirtim da portera, distânça duns 200 metro, ele oiô a bicha i falo: Num guento mais essa pintada! tÁ cumeno toda minha bizerrada! Sô capaiz di da 2 mir conto di reis pra quem consigui mata essa bicha!
Na hora lembrei du refofim qui ieu tinha comprado i por concidença tava dentro da gabina du caminhão, falei prele: Si u sinhô mi de trêiz mir conto di réis ieu vô mata essa danada! Na hurinha ele falô, ta feito. Logo ieu qui nunca tinha dado um tiro, pensei, agora seja u qui deus quise! Nun posso passa vergonha, fui nu caminhão busquei u reforve, fiquei mais o meno di frente pra bicha, já qui ela tava a uns 300 metro di distânça, prumei u corpo, instiquei u braço, carcei cum a otra mão, i isperei, quano a bicha bacho a cabeça i fico retinha qui nem uma taba, ieu atirei buuuu!! só vimo condo a bicha caiu di ladim, corremo la pra vê, tivemo uma surpresa, a bala entro nu mei du fuzim da bicha entre aques buraquin di arrespira i saiu pelo fiofó, dei uma oiada pru seu jeromo i disse: Tirei assim pru sinhô pruveita u coro...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Causo Do Marimbondo tadim du caboclim

JOÃO BOIADEIRO - MORENA E MORENINHO eeeeee trem bão Sôooooooo

2º Encontro de Muladeiros da cidade de Anápolis - Goiás essssssss trem bão SÔoooooooooo tem inte catira

esse poema retrata bão dimais u caipira

Autor: Gerson de Freitas Junior


Sou sujeito caipira
Do R puxado
Da alma tranqüila
do homem do campo.

Sou sujeito caipira
De viola e catira
De curió e saíra
De lambari e traíra.

Sou sujeito caipira
De estrada de chão
De lombo de mula
De enxada na mão.

Sou sujeito caipira
E fico logo animado
Se encontro um amigo
E proseio empolgado.

Mas quando “tô” triste
E a mágoa persiste
me aquieto no canto
e não dou aba pro pranto.

E se alguém me pergunta
Por que “tô” emburrado
Vou logo dizendo
Que é o cansaço “marvado”.

Sou sujeito caipira
De coração,
De festa junina
E de procissão

Sou sujeito caipira
De tradição,
Meu sangue vem de
Piquete¹ e lá de Conceição².

Nariz Entupido nem pra c cum eu

Um casal de amigos caminhava pelo pasto de uma fazenda, até que viram o que é aquilo?

- Eles tão acasalando, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso

e ta mandando brasa!

- Mas como é que o cavalo sabe que ela tá no cio, Zé?

- Aaara, é que o cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô!

Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a garota perguntou de novo, e o Zé deu a mesma resposta.

Mais na frente, lá estava um touro pegando uma vaca, e ela tornou

a perguntar, e ele deu a mesma resposta- que o touro também sentia o cheiro da vaca no cio.

Foi aí que a garota, já no clima, suando frio. . . . . Falou:

- Ô Zé, se eu preguntá uma coisa procê, ocê jura que num vai ficá

chatiado?

- Craro que não! Ocê pode preguntá!

- Ocê Tá Com O Nariz Entupido?

Algumas lendas, mitos e contos folclóricos quem ja moro nu interior sabi du que qui ieu to falano




Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".

Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.

Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.

Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.

Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.

Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.

Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.

Saci-Pererê
O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.

Curiosidades:
- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.
- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.
- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.